Elio: uma ficção científica muito humana!
Em Elio, um garoto de 11 anos se sente solitário e deslocado após a perda de seus pais. Se interessando pela vida em outros planetas, ele decide que o melhor para ele é ser abduzido, deixando a Terra para trás, já que sente que não se encaixa por aqui. E ele consegue o que deseja!

Um meio termo entre aventurão e a tradicional trama mais emocional da Pixar, Elio é uma produção que vai direto ao ponto, sem enrolação, mas com bastante coração. Não se trata de uma animação incrivelmente original – é fácil identificar influências como E.T. – O Extraterreste ou O Último Guerreiro das Estrelas, mas isso não é nenhum demérito, pois o longa consegue trabalhar bem outros aspectos, compondo uma história bastante sentimental.

O lado extraterrestre, embora apresente formas de vida interessantes, não é o foco. O que se destaca são as relações familiares entre os personagens, com seres falhos e assustados, com os quais facilmente nos identificamos. Não só isso, mas também a dificuldade pela qual Elio passa para se enturmar, se sentir aceito. Por mais fantasiosa que seja, a trama acaba sendo realista nesses aspectos, resultando em empatia instantânea, afinal, quase todo mundo passou por isso na infância, em maior ou menor grau.

Enfim, trata-se de uma animação divertida e bonitinha, simples e certeira. Mas longe de ser uma das grandes produções da Pixar.
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