Quarteto Fantástico: o fim de uma maldição!
A quinta vez é a que vale. Pelo menos é o que aconteceu com a Primeira Família da Marvel, que enfim emplacou um bom filme com Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, depois de sofrer por 31 anos com quatro adaptações cinematográficas (a primeira sequer lançada oficialmente) aquém do enorme potencial da equipe.

Sem perder muito tempo com as origens dos heróis, o novo filme vai direto ao assunto, com um breve resumo de seus feitos, nos jogando direto no meio da dinâmica familiar do grupo, desta vez contando com o reforço de elementos importantes, como o robozinho Herbie e a iminente chegada de Franklin Richards, sem contar inúmeras referências a outros nomes da mitologia do Quarteto, além das mais do que merecidas homenagens a Jack Kirby.

Além de um ótimo elenco principal, o grande acerto da produção foi introduzir o Quarteto Fantástico em sua própria Terra, sem as amarras de um Universo Marvel que já se tornou bastante complexo e intrincado sem sua presença. Isso garantiu a grandeza que o grupo merece, além de uma estética linda, retrofuturista, que combina perfeitamente com a ideia original dos personagens, que são muito mais exploradores científicos do que super-heróis.

Voltando ao elenco: todo o Quarteto está incrível. Vanessa Kirby é o maior destaque, remetendo aos tempos dos quadrinhos de John Byrne, quando enfim a Mulher Invisível se tornou uma personagem forte, seja por sua personalidade ou por seus poderes. Pedro Pascal convence como um Sr. Fantástico bastante humano, cheio de falhas e contradições. Joseph Quinn cai como uma luva na pele de um Tocha Humana surpreendentemente importante para a trama. Embora Ebon Moss-Bachrach evoque toda a simpatia necessária para o Coisa perfeito, ele é o personagem que provavelmente dividirá a opinião do público, e não por conta da interpretação ou dos efeitos especiais, mas sim pelo pouco tempo de tela do personagem, desde sempre o mais querido da equipe. É um caso em que fãs podem se decepcionar se não entenderem que o personagem simplesmente não é tão importante para o andamento da trama.

Galactus (Ralph Ineson) e Shalla-Bal, a Surfista Prateada (Julia Garner) estão imponentes, mostrando como as produções anteriores sempre erraram com seus antagonistas,. Em sua versão anterior, Galactus sequer teve forma definida. Desta vez, seu visual é de cair o queixo e sua ameaça é levada a sério, num cenário onde a vitória não parece uma possibilidade. Já a Surfista, alvo do ódio dos nerdolas de plantão por conta da mudança de sexo, se mostra uma ótima versão. O Surfista Prateado do filme de 200 foi perfeito visualmente, mas sua personalidade era vazia. Aqui, a Surfista também apresenta um visual magnífico, e o fato de ser uma mulher tem peso e importância para a trama, tornando suas motivações mais concretas.

No geral, os efeitos visuais estão ótimos e os personagens são envolventes, extremamente carismáticos. As cenas de ação nos deixam tensos, principalmente pela combinação de dois fatores: a ameaça de Galactus ser levada a sério e o fato do filme se passar em outra realidade nos passar a sensação de qualquer coisa pode acontecer. O que importa é que a maldição do Quarteto Fantástico nos cinemas foi quebrada depois de pouco mais de três décadas, abrindo espaço para que o grupo brilhe cada vez mais. Se mantiverem a essência dos personagens como foi feito aqui, teremos bastante diversão pela frente.
Nos apoie no Catarse: catarse.me/falaanimal
Compre produtos do Quarteto na Amazon através do nosso link.
Entre para nosso grupo de ofertas.
Siga nosso canal no Whatsapp.
Ouça nosso podcast sobre o Quarteto Fantástico:
