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Jurassic World: conclusão morna!

Novos dinossauros desenvolvidos em laboratório, outros usos para a clonagem, uma corrida armamentista de dinos. Desde que a franquia Jurassic Park mudou para Jurassic World, tentaram atirar para todos os lados, errando na maior parte do tempo. O fim da nova trilogia, Jurassic World: Domínio até diverte, mas mostra como não houve rumo esse tempo todo.

O mundo mudou com os dinossauros espalhados por todo o mundo. Como algumas poucas dezenas de dinossauros libertados no filme anterior causaram tamanho caos e se espalharam em todo os continentes, não é explicado ou sequer faz sentido. A verdade é que parte do roteiro original de Reino Ameaçado envolvia várias empresas adquirindo os meios de produzir seus próprios dinossauros, o que explicaria a situação, mas isso foi cortado. Não podemos esquecer também que agora todos sabem com o que estão lidando, incluindo a CIA, com uma divisão só para cuidar do assunto. Mesmo assim, ninguém parece lembrar de carregar armas efetivas. Os dinossauros convivendo com a humanidade é um tema em que os filmes falharam miseravelmente em explorar bem, principalmente por insistir em mostrá-los como indomáveis. É muito exagero, quando seria relativamente fácil deter a maioria deles. São dinossauros normais, não o Godzilla!

Mas vamos ao enredo da nova produção: desta vez, a empresa Biosyn está usando o Dr. Henry Wu (BD Wong) e seus estudos para desenvolver remédios legalmente, enquanto, ilegalmente, lança uma praga que bota em risco toda a humanidade. Para concluir seus planos, eles precisam da filhote da velociraptor Blue e da clone humana Maisie Lockwood (Isabella Sermon), dois elementos que envolvem o casal de heróis da trilogia, Owen Grady (Chris Pratt) e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard). Em paralelo, os heróis da trilogia original retornam para fazer sua própria investigação da Biosyn. E é na volta de Ellie Sattler (Laura Dern), Ian Malcolm (Jeff Goldblum) e Alan Grant (Sam Neill) que o filme tem um de seus poucos acertos. Sem isso, ele seria quase insuportável.

Investindo na maior força da cultura pop atualmente, a nostalgia, o filme diverte nas cenas centradas nisso. Aliás, o próprio trio de atores parece estar se divertindo e o fato de manterem as duas histórias em paralelo pela maior parte da exibição, funciona muito bem, fortalecendo até o encontro entre todos os personagens quando ele acontece, gerando diálogos engraçados.

Com cenas de ação e suspense variando bastante na qualidade, por um lado o longa tem a vantagem dos humanos não estarem apenas correndo para sobreviver, pois desta vez têm suas missões pessoais. Por outro lado, falta timing no uso da ótima trilha sonora clássica (algo que se repetiu por todos os filmes de Jurassic World) e o clímax é sem impacto, vazio. Sem graça.

Jurassic World: Domínio é o melhor da nova trilogia, mas está longe da qualidade do original. Não parece grande coisa ser o melhor em uma série que entregou tão poucos grandes momentos. Fica a torcida para deixaram os dinossauros em paz por alguns anos, ou pelo menos esperarem ter alguma ideia tangível do que fazer com eles…

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